A conta da dívida segue trilionária e pouco sensível ao início do ciclo de queda da Selic. O alívio virá devagar: só a fatia atrelada à taxa básica reage, e ainda assim com atraso. O grosso da dívida, precificado pelo risco fiscal, continuará sendo rolado a custos elevados. Projeções do Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo (foto: Lula Marques/Agência Brasil) ) apontam despesa com juros de 7,9% do PIB em 2025 e 8% em 2026, com recuo apenas gradual depois disso — sem retorno ao padrão histórico de 6% até 2035. Nunca é demais lembrar o que o economista francês Olivier Blanchard alertava: quando o risco fiscal domina, a política monetária perde tração e cortar juros já não basta para baratear a dívida.











