O choque do petróleo empurra o Brasil para a contramão dos emergentes. Exportador líquido, o país ganha fôlego fiscal com royalties mais gordos — com o barril acima de US$ 100, o caixa agradece, como aponta a Genoa Capital. Enquanto a Índia luta com inflação, aqui surge um bônus que atrai capital em busca de diversificação fora dos EUA. Mas não há almoço grátis: a pressão chega ao bolso, com inflação podendo rondar 4,8% em nove meses, puxada por diesel e passagens. A matriz energética ajuda a amortecer, e o governo ainda tem cartas — tributos e margens da Petrobras. O desafio da atual presidente da Petrobras, Magda Chambriard (foto Fernando Frazão/Agência Brasil), é transformar o vento favorável em rota estável, sem deixar o preço virar tempestade.











