Nem São Paulo escapa: o voto virou terra de ninguém ou é de todo mundo. A Atlas/Estadão aponta empate técnico ao Senado entre Simone Tebet (22,6%-Marcelo Camargo/Agência Brasil), Guilherme Derrite (22%) e Marina Silva (19,6%). Derrite é o único “da casa”. Tebet deixou Mato Grosso do Sul atendeu ao apelo do presidente Lula para disputar o Senado em SP e após avaliar terreno adverso. Marina, do Acre, também entra pela porta larga paulista. O padrão se repete: quando o quintal aperta, muda-se o CEP eleitoral. São Paulo, gigante e pragmático, vira porto seguro e palco político. O eleitor, por sua vez, vota mais em biografia do que em raiz. No fim, a política dissolve fronteiras: o forasteiro não é exceção, virou método. E o estado mais sofisticado do país parece confortável com isso.











