O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião(foto Rodrigo Clemente/PBH), colocou preço político no apoio da federação União Brasil–PP ao governo de Minas: investimento na capital. Ao condicionar o alinhamento a contrapartidas, frustrou a expectativa do governador Mateus Simões, que contava com respaldo automático do grupo. No tabuleiro ainda aberto, Damião mantém foco no Senado, reiterando apoio a Marcelo Aro, enquanto pressiona por maior parceria do Estado com o município. O gesto revela menos força isolada e mais cálculo: sem definição antecipada, amplia seu poder de barganha. Mas há um limite — a influência real dependerá da coesão da federação, do peso eleitoral na capital e da capacidade de transformar demanda em entrega. Em política, “bola toda” não se declara; se mede na hora do voto e do cofre.










