O Brasil perdeu o prazo para apresentar o plano de transição energética prometido na COP30. O documento, que deveria indicar como reduzir a dependência de fósseis, não saiu. Nos bastidores, o travamento é político: Fazenda e Meio Ambiente querem diretrizes mais firmes; Minas e Energia prefere diluir o tema nos planos vigentes, ainda ancorados na expansão de combustíveis fósseis. O Impasse entre ministérios segue sem resolução clara. A saída de Marina Silva (foto Agência Senado) e Fernando Haddad mudou o equilíbrio político. O atraso corrói a credibilidade de um país que tenta liderar a agenda climática global às vésperas da COP30 e com protagonismo até a COP31. Expõe incoerências internas e amplia a incerteza regulatória, com efeitos econômicos e diplomáticos. Sem consenso, o governo oscila entre lançar um plano estruturado ou manter o modelo atual, enquanto cresce a pressão externa e a agenda climática disputa espaço com outras prioridades, como o mercado de carbono.










