*O presidente Lula não teria gostado nem um pouco da declaração do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo (foto: Saulo Cruz/ Agência Senado), de que não há indícios que apontem responsabilidade do ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto pelo colapso do Banco Master. A declaração contraria a estratégia montada pelo Palácio do Planalto e pela direção do PT que associa o escândalo à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliás, a irritação petista com Galípolo não é de hoje. Ela começou em março quando Lula admitiu ter ficado triste e frustrado com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros em apenas 0, 25 ponto percentual, de 15% para 14,75%.
*O ministro da Saúde, Alexandre Padilha equiparou o vício das bets ao do cigarro, no programa de entrevistas apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Nacional, nesta quinta-feira, e defendeu que as bets devem receber regulamentação similar ao do cigarro e que as próprias plataformas de aposta notifiquem os jogadores sobre os riscos e façam contato com profissionais de saúde. “O cigarro tinha propaganda de acesso à criança, propaganda esportiva. A Fórmula 1 era praticamente toda pautada pela indústria do cigarro”, disse o ministro. Alexandre Padilha citou ainda as iniciativas do governo para combater as bets como suspensão de qualquer publicidade de jogos de apostas online para crianças e adolescentes, o programa de teleatendimento do SUS e o programa de autoexclusão que permite que qualquer cidadão bloqueie simultaneamente todas as contas em sites de apostas.
*A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou a PEC da “liberdade de imprensa”, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e relatada pelo senador Oriovisto Guimarães (Podemos-SP), que impede a responsabilização de veículos jornalísticos por declarações feitas por entrevistados. A proposta é uma reação a tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2025, que definiu que empresas jornalísticas podem ser responsabilizadas civilmente ao divulgar entrevistas com acusações falsas quando houver “indícios concretos da falsidade da imputação”. A proposta aprovada pela CCJ segue para votação no plenário do Senado e, depois, será analisada pela Câmara dos Deputados.










