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A economia do medo: más notícias dão lucro

Por Paulo César de Oliveira
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(Foto reprodução TRE-GO)

Sangue ainda vende — agora com algoritmo. Um levantamento que vasculhou mais de 105 mil versões de manchetes, testadas em milhões de exibições, confirma o óbvio que a redação sempre suspeitou: notícia ruim puxa clique. Os números são diretos: cada palavra negativa adicionada eleva o interesse em cerca de 2,3%. Já o otimismo custa audiência — termos positivos derrubam a taxa em torno de 1%. No topo da cadeia alimentar do clique estão “errado”, “ruim” e “terrível”. “Amor” e “lindo” ficam na vitrine, mas não levam cliente. A explicação não é editorial, é biológica. O cérebro humano reage ao negativo como ameaça — herança de sobrevivência. O que assusta prende, o que agrada relaxa. O estudo ainda indica uma fissura curiosa: o que se consome em privado não é o mesmo que se exibe em público. Lemos o que inquieta, compartilhamos o que nos absolve. A indústria da fake News é a que mais ganha nesse cenário. (Foto reprodução TRE-GO)

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