A explosão do uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro bagunçou a rotina das alfaiatarias de luxo. Clientes estão emagrecendo rápido — até 15 quilos entre provas — e exigindo ajustes que beiram a reconstrução das peças. Para conter prejuízos, profissionais passaram a adiar ao máximo a primeira prova, limitando-a a cerca de 30 dias antes da entrega. Na alfaiataria paulista de Bruno Colella (foto: Divulgação/QG), a BRNC Alfaiataria, ajustes são gratuitos até 30 dias após a entrega; depois, podem custar até metade do valor do terno, que parte de R$ 20 mil. Mesmo assim, alterações mais drásticas seguem dentro da política atual — por enquanto. Diante da complexidade, os alfaiates já cogitam contratos com cláusulas específicas para grandes perdas de peso.











