Os debates políticos desta semana deverão se concentrar na redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, como propõe o governo, ou 36 horas semanais como querem parlamentares do PT e Psol. A redução, defende o vice-presidente Geraldo Alckmin (foto: Cadu Gomes/VPR) é uma tendência mundial na grande maioria dos setores da economia, provocada em especial pelo desenvolvimento da tecnologia de produção na maioria das atividades. No Brasil o debate está radicalizado, principalmente por, estrategicamente, ter sido levantado em período eleitoral. Setores empresariais alegam que o tema é politicamente explosivo, discussões pouco aprofundadas e, por isso, não deveria estar sendo analisado agora, faltando poucos meses para as eleições. Eleitoreiro ou não, a tendência do projeto é ser aprovado nos moldes proposto por Lula, de cinco dias de jornada de oito horas e dois dias de descanso. Com as urnas logo ali, quem vota contra a redução? A jornada de oito horas diárias é uma conquista secular. Por ela, centenas de trabalhadores americanos foram mortos pela polícia durante manifestação no 1º de Maio de 1886, dia que ficou consagrado mundialmente com Dia do Trabalho.
Redução da jornada de trabalho é tema polêmico que vai dominar a semana











