O agro entrou em 2026 no pior dos mundos. Para Luís Felli (foto reprodução AgroTécnica), da Massey Ferguson e da AGCO, a combinação de juros altos, guerra no Irã e instabilidade global sufoca o produtor. No Brasil, o reflexo já apareceu: vendas de máquinas caíram 17% no início do ano. Fertilizantes e diesel mais caros apertam a margem, enquanto o crédito encarece e trava investimentos. O choque externo — com impacto no Estreito de Ormuz — expõe a fragilidade energética e acelera a busca por alternativas como etanol e biodiesel. O produtor recua, segura caixa e espera visibilidade. O setor ajusta custos, mas mantém inovação — com testes de tratores a etanol mirando 2028. No curto prazo, a conta não fecha; e o Plano Safra tende a vir mais curto, pressionado pela Selic.











