De olho em 2027, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre(foto: Waldemir Barreto/Agência Senado), ensaia um movimento calculado: acena à oposição sem romper com o tabuleiro. A rejeição de Jorge Messias, a pauta da dosimetria e o corte cirúrgico de trechos sensíveis mostram método — não impulso. Agora, o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal entra como moeda de troca: promessa no ouvido, sem assinatura no papel. A oposição quer garantia, não metáfora. Parte do Partido Liberal desconfia: apoio só vem com gesto concreto. Nos bastidores, a pressão é para antecipar o teste ainda em 2026. Em paralelo, cresce a tese de um comando bolsonarista, com Rogério Marinho na vitrine. Alcolumbre aposta no equilíbrio instável — agradar sem se comprometer. Mas política não perdoa promessa longa: ou entrega, ou vira refém do próprio enredo.










