O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (foto: Luiz Silveira/Agência CNJ) , resolveu cortar nos vencimentos de quem não justificar ausência ao trabalho. Simples, direto, necessário. O problema é mais fundo. Veio à tona a história de “azuis e vermelhos”, o rótulo atribuído ao ministro Ives Gandra Martins Filho, usado em evento pago para ensinar advogados a navegar no tribunal. A corte que deveria julgar com a lei agora vira mapa político com legenda de cores. Em outras palavras: os magistrados mais liberais seriam azuis, os mais intervencionistas são vermelhos. Vieira de Mello considera a situação antiética e conflituosa. Quando a toga vira microfone remunerado e o julgamento ganha cor, a Justiça perde a tinta da imparcialidade.











