Às vésperas dos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek (foto: Jaime Pato/EFE), o Brasil reassiste a uma das passagens mais controversas de sua história política. Um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu que JK foi assassinado pela ditadura militar em 22 de agosto de 1976, contrariando a versão oficial de acidente automobilístico, sustentada por décadas. O documento, com mais de 5 mil páginas, será analisado pelos conselheiros da comissão e tem como base investigações do MPF, além de estudos periciais que descartam a colisão entre o Opala do ex-presidente e um ônibus na Via Dutra. Caso o entendimento seja aprovado, a certidão de óbito de JK, mineiro de Diamantina, poderá ser retificada para reconhecer a responsabilidade do Estado brasileiro em sua morte.











