A escalada do dólar para perto de R$ 5,20 mostra que, em momentos de tensão global, a moeda americana continua sendo o porto seguro preferido dos investidores. O agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e os sinais de uma economia americana ainda aquecida fortaleceram a percepção de que os juros nos EUA permanecerão elevados por mais tempo, atraindo capitais para o mercado norte-americano. Para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo (foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda), o movimento funciona como um alerta. O real segue sustentado por juros elevados e pela entrada de recursos estrangeiros, mas continua vulnerável aos humores do cenário internacional. Quando aumenta a aversão ao risco, moedas de países emergentes costumam ser as primeiras a sentir os efeitos.










