Depois de iniciar 2026 em forte alta, os mercados emergentes perderam fôlego e passaram a registrar quedas expressivas, levantando dúvidas sobre a continuidade do fluxo global de investimentos para esses países. No Brasil, o Ibovespa recuou 7% em maio, seu pior desempenho desde fevereiro de 2023, e manteve a trajetória de correção nos primeiros dias de junho. O movimento, porém, não é isolado. Bolsas de México, Peru, Chile e China também registraram perdas recentes, indicando uma desaceleração mais ampla entre os emergentes. Dados da Elos Ayta mostram que, após um início de ano marcado por fortes valorizações, os mercados passaram a enfrentar maior volatilidade a partir de abril. Apesar do cenário mais adverso, especialistas evitam falar em reversão definitiva. Para Luís Castro da Fonseca, sócio-fundador da Nest Asset Management, a acomodação atual pode representar apenas uma pausa natural após meses de forte desempenho. Segundo ele, episódios semelhantes ocorreram em 2025, sem comprometer a tendência de longo prazo favorável aos mercados emergentes. (Foto reprodução NeoFeed)










