O ciclo de juros muito baixos que marcou parte das últimas décadas pode ter terminado. Ana Paula Vescovi (foto reprodução Wikipédia), economista-chefe do Santander Brasil, avalia que a economia mundial entrou numa fase de juros estruturalmente mais elevados, em meio a tensões geopolíticas, endividamento público crescente e maior volatilidade. Para o Brasil, o novo cenário reúne riscos e oportunidades: recursos naturais e o mercado interno ganham importância estratégica, mas juros externos elevados e fragilidade das contas públicas podem limitar cortes mais expressivos da Selic e aumentar a vulnerabilidade do país na disputa internacional por capital.











