O alerta do Morgan Stanley para o Brasil pós-eleição de 2026 merece menos susto e mais atenção. A queda de até 35% do Ibovespa em dólares não é uma sentença, mas o retrato de um cenário em que o próximo governo não consiga apresentar um ajuste fiscal convincente. A preocupação encontra eco em Armínio Fraga (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado), ex-presidente do Banco Central, que vem advertindo sobre os riscos de uma política fiscal frágil e de uma dívida crescente. O problema, portanto, não estará simplesmente na Bolsa, no dólar ou nos juros, mas na confiança. Sem um plano crível para as contas públicas, o país poderá pagar mais caro para se financiar, crescer menos e conviver com juros elevados. A eleição decidirá nomes; o dia seguinte mostrará se 2027 começará com um programa econômico ou apenas com mais uma promessa de que a conta pode esperar.










