O endividamento das famílias brasileiras chegou a um ponto de alerta. Segundo o Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo (foto: Lula Marques/Agência Brasil) , 28,9% da renda familiar já é destinada ao pagamento de dívidas, maior comprometimento da série histórica iniciada em 2011. A inadimplência também bateu recorde: alcançou 5,8% no conjunto do crédito às pessoas físicas e 7,8% nas operações de crédito livre. O quadro mostra que ampliar o acesso ao financiamento não significa necessariamente melhorar a vida de quem toma dinheiro. Com juros elevados e crédito cada vez mais fácil, a dívida deixa de ser instrumento de consumo ou investimento e passa a devorar a renda futura. Programas de renegociação podem aliviar o passado; sem equilíbrio econômico, porém, não impedem que novas dívidas ocupem o lugar das antigas.










