Vinte e cinco anos depois do 11 de Setembro, a ameaça terrorista aos Estados Unidos já não tem o mesmo endereço nem a mesma aparência. Estudo do Council on Foreign Relations (CFR), atualmente presidido por Richard N. Haass, alerta para um cenário pulverizado, no qual drones, inteligência artificial, redes extremistas e radicalização digital ganham espaço. Em 2025, mais de 400 voos ilegais de drones foram registrados nas proximidades de aeroportos americanos, enquanto instalações militares também sofreram sucessivas incursões. A tecnologia, antes aliada da segurança, passou a integrar o arsenal de risco. O desafio agora é detectar indivíduos e pequenas redes antes que passem da propaganda à ação. Para o CFR, prevenção, inteligência e domínio tecnológico serão decisivos. A guerra contra o terror entrou na era dos algoritmos. O inimigo já não precisa cruzar fronteiras: basta conexão, tecnologia e ódio suficiente. E, desta vez, talvez nem precise de piloto.











