O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil), passou a recorrer a argumentos jurídicos semelhantes aos que rejeitou quando usados pelas defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro, militares e outros réus condenados no processo da trama golpista de 8 de Janeiro. Naquele julgamento, questionamentos sobre condução das investigações, acesso às provas e possíveis nulidades foram afastados por Moraes, com apoio dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, na Primeira Turma do STF. Agora, diante das controvérsias que o atingem no caso Master, o ministro invoca teses de natureza parecida para contestar procedimentos e levantar suspeitas sobre a apuração. A mudança de posição não passou despercebida entre antigos adversários. Um advogado de réu condenado resumiu a cena com ironia: Moraes estaria, enfim, provando do próprio remédio.











