Os sinais de aquecimento do planeta ganharam novos números. Os oceanos completaram 100 dias consecutivos com temperaturas excepcionalmente elevadas, em cenário alimentado pelo aquecimento provocado pelas emissões humanas e reforçado pelo El Niño. A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) confirmou agosto de 2026 como recorde de temperatura média dos oceanos. O fenômeno ameaça ecossistemas, pesca, turismo, produção de alimentos e economias costeiras. Em São Paulo, setembro já figura entre os mais chuvosos das últimas oito décadas, embora episódios locais não possam ser atribuídos isoladamente à mudança climática. Outro efeito chama atenção: a redução de certos poluentes atmosféricos diminui o resfriamento provocado por aerossóis e deixa mais evidente o aquecimento causado pelos gases de efeito estufa. Ar limpo não é o vilão. O problema continua sendo o excesso de carbono. ( Foto: Getty Images )











