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JOGO ABERTO

Por Paulo César de Oliveira
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Santiago Peña (foto: Reprodução/X @SantiPenap)

*O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira, o impeachment do presidente Santiago Peña (foto: Reprodução/X @SantiPenap), em meio ao escândalo envolvendo o fechamento do banco Ueno. O afastamento foi aprovado pelos 44 senadores presentes na sessão. Peña não compareceu ao plenário, mas seus advogados apresentaram a defesa técnica e jurídica do presidente. Em sua rede social ele disse que “apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e para ajudar a restaurar a paz no Paraguai. Não quero que minha presença seja causa de maior divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu destino pessoal”. 

*O ex-presidente da Câmara dos Deputados e senador eleito Arthur Lira (PP-AL) desmentiu que pretende ser candidato à presidência do Senado, mas disse querer atuar ativamente nas articulações para a escolha do próximo comandante da Casa. Agora ele que chega ao Senado com seu enorme peso político é apontado como o nome favorito para comandar a poderosa Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, independentemente de quem se eleger presidente da Casa em fevereiro. Na avaliação de seus aliados, Lira teria apoio dos três candidatos à presidência do Senado, Alcolumbre, que tenta a reeleição, e dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), mas que o melhor cenário para o ex-presidente da Câmara dos Deputados seria com a reeleição de Davi Alcolumbre. 

*Começam a sair decisões favoráveis da Justiça para as chamadas bets, impedidas de operar em todo o território nacional pela Medida Provisória editada pelo presidente Lula. A CDA Gaming no Brasil conseguiu que três de suas casas de apostas, a Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online, retomassem as operações com a decisão favorável da desembargadora Adriana Pillagi de Soveral, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). A magistrada alegou que a empresa recebeu “autorização para exploração de apostas de quota fixa, mediante pagamento de R$ 30 milhões, com validade até 31 de dezembro de 2029” e que o governo deu um prazo muito curto para que as empresas encerrassem suas atividades. A empresa alegou ainda à desembargadora que, “proibir o funcionamento das empresas que receberam autorização do próprio governo, sem indenização, configura um “verdadeiro confisco”. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que recorrerá da decisão.

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