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Blog do PCO

Nada de anormal com o triplex

Pouca atenção se deu a uma declaração de Gilberto Carvalho, um dos mais próximos “faz tudo” do ex presidente Lula e que foi também um dos personagens do primeiro mandato da presidente Dilma. Em entrevista à Folha de São Paulo, na semana passada, Carvalho afirmou não ver nada de mais no fato do presidente Lula receber agrados de empreiteiras. Coisas do tipo reformas no sítio de Atibaia e num tríplex no Guarujá, imóveis que o ex-presidente garante não serem seus. Mesmo se fossem, para Carvalho não haveria qualquer impedimento legal ou moral do presidente aceitar um “presentinho” de empresários preocupados com seu bem estar. O pensamento de Carvalho, que faria corar um frade de pedra, mas que nem enrubesce o ex seminarista petista é de assustar.  Mais ainda por ser o pensamento de alguém que está no núcleo do poder há 13 anos e que exerce forte influência sobre o ex presidente e seu grupo. Se ele pensa assim e manifesta sem qualquer cerimônia esta convicção imagina-se ser este o pensamento predominante no grupo petista. Se assim é, está explicado então todo o comportamento de Lula e de seus aliados. Do PT e de seus militantes que não conseguem enxergar crimes em tudo o que está denunciado. Mas Carvalho não chega a esta liberalidade. Em sua fala demonstrou não ser assim tão condescendente com José Dirceu. Ao se negar a comentar a situação dele, Carvalho afirmou que preferia não falar nada sobre o que parece agora ser agora “ex companheiro”, por ser um caso complexo. Talvez indefensável.  Em resumo, a alguns, especialmente aos chefes, tudo é permitido. Nada mais do que uma esmola para o santo.  A outros é uma situação mais complexa. E, Carvalho expôs uma moral complexa pessoal e de seu grupo. Assusta. Ainda bem que ele não chegou a ser padre. Se tivesse, o cofrinho da sacristia corria muitos riscos.

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