Com a resistência dos ministros do Supremo Tribunal Federal em ter um código de ética, a relatora do texto, Cármen Lúcia (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil ), decidiu avançar com a discussão do tema no Superior Tribunal Eleitoral, que será presidido por ela até junho. A ministra marcou para esta terça-feira uma reunião com presidentes dos TREs para debater pontos do texto, que depois deve ser levado ao STF, como vetar o comparecimento de juízes em confraternizações que possam gerar conflito de interesse; a obrigatoriedade de o magistrado divulgar suas agendas da transparência republicana a todas as suas decisões. Proibir recebimento de presentes e favores, além de impor o comedimento nas manifestações dos ministros ou dos juízes fora dos autos, além de desautorizar a exposição de preferências políticas.
A reunião no STF estava marcada para esta quinta-feira, mas foi desmarcada pelo presidente da casa, Edson Fachin, devido a resistência dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que para analistas, protagonizaram um constrangedor dueto contra um código para impor um comportamento mais ético nas Cortes Superiores.










