Lula (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) observa Washington com a pulga atrás da orelha. A captura de Nicolas Maduro não parece episódio isolado, mas parte de um redesenho estratégico dos EUA, com Trump recolocando a América Latina no centro do radar — menos poesia diplomática, mais músculo militar e ambição geopolítica. No Planalto, a leitura é direta: se a região virou prioridade, o Brasil entra no tabuleiro. Há receio de interferências na eleição de 2026, não pelo apoio público a um candidato, mas por ações que mexam no jogo. Por isso, Lula aposta no pragmatismo, conversa aberta e, se preciso, tapete vermelho: visitas de Estado para transformar tensão em “respeito” e tentar manter a disputa brasileira fora do alcance da Casa Branca.











