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Dominância Fiscal assombra o Brasil

Paulo César de Oliveira
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Dilma Rousseff

Ilma RoussefA discussão sobre dominância fiscal, popularizada por Thomas Sargent e Neil Wallace no clássico “Some Unpleasant Monetarist Arithmetic” (1981), segue dividindo economistas e especialistas brasileiros. O conceito, que descreve situações em que a política monetária perde eficácia devido à pressão fiscal, está em pauta enquanto a dívida bruta do Brasil se aproxima de 80% do PIB, com alertas de que o mercado pode antecipar um cenário crítico antes mesmo de atingir o temido limiar de 90%. Apesar da relevância do tema, não há consenso sobre se o país já atravessou a fronteira da dominância fiscal. 

Alguns argumentam que isso aconteceu nas vésperas do governo Lula I ou no fim da gestão de Dilma Rousseff (foto/reprodução internet), enquanto outros enxergam o fenômeno como uma questão de percepção prática, difícil de delimitar objetivamente. O que parece certo é que a política monetária, com sua eficácia reduzida, enfrenta desafios diante do contexto fiscal. Para além das análises técnicas, o “fantasma” da dominância fiscal é uma realidade que o Brasil precisará enfrentar por um longo tempo, demandando ajustes e resiliência econômica.

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