Em reunião que reuniu o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin (foto: Bruno Moura/STF), líderes do Congresso e ministros como Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, começou a ser desenhada uma saída negociada para os penduricalhos que empurram salários além do teto constitucional de R$ 46 mil. A proposta prevê um prazo de até seis meses antes que as restrições passem a valer plenamente. O movimento ocorre às vésperas do julgamento, no STF, da decisão de Dino que suspendeu benefícios acima do limite, enquanto o Congresso é pressionado a regulamentar essas verbas. O pano de fundo é bilionário: em 2024, os estados desembolsaram R$ 92 bilhões com o sistema de Justiça, e dois terços desse valor foram consumidos por salários. No confronto entre moralização e conveniência, o sistema tenta ganhar tempo — e preservar privilégios.










