Nos últimos dois anos do governo Lula, a Comissão de Ética Pública (CEP) atuou de forma controversa. Enquanto puniu cinco ministros do governo anterior de Jair Bolsonaro, arquivou denúncias contra 17 membros da atual administração. Esses ministros aclamados por Lula foram isentados de sanções que poderiam ser encaradas como uma “mancha” em seus históricos profissionais.
O Planalto defendeu suas ações, afirmando que todas as deliberações seguiram estritamente os princípios do Código de Conduta da Alta Administração Federal, assegurando justiça e ampla defesa. Entre as punições, destaca-se o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub (foto/reprodução internet), que sofreu três sanções por sua conduta inapropriada, uma delas por ofensas a Paulo Freire, figura central na educação brasileira. Gilson Machado, ex-ministro do Turismo, também foi alvo de penalidades por insultos direcionados a Lula em redes sociais. Bolsonaristas levantam questionamentos sobre a imparcialidade e a aplicação da ética na gestão pública atual, arguindo um cenário de seletividade nas punições.