A saída de Ricardo Lewandowski (foto: Gustavo Lima/MJS) do Ministério da Justiça acendeu o sinal amarelo dentro da Polícia Federal. Delegados, já irritados com a perda de prestígio salarial e de carreira, cobram o cumprimento de uma promessa feita há quase dois meses. No Dia do Policial Federal, em 17 de novembro, o ministro anunciou um projeto para criar o Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, alimentado sobretudo por recursos apreendidos em operações da própria PF. A proposta inclui duas gratificações — uma de eficiência institucional, válida inclusive para aposentados, e outra de produtividade — para PF, PRF e Polícia Penal Federal. O problema é que, até agora, o projeto não chegou ao Congresso. Por isso, a pressão recai sobre o diretor-geral Andrei Rodrigues: a ordem na base é clara — Lewandowski só deveria sair depois de entregar o que prometeu.











