O sinal verde dado pelos embaixadores da União Europeia ao acordo de livre comércio com o Mercosul encerra uma negociação iniciada em 1999 e desloca o debate para a fase política mais sensível do processo. Com a aprovação nesta sexta-feira (9/1) em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (foto: Getty Images), está autorizada a assinar o tratado na próxima semana, no Paraguai, desde que os governos dos 27 países confirmem formalmente seus votos – Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia devem manifestar a oposição minoritária.
O pacto cria o maior espaço de livre comércio do mundo, com 722 milhões de consumidores, elimina tarifas sobre 91% das mercadorias e ganha peso geopolítico em meio às tensões comerciais globais. Ao mesmo tempo, a decisão acirra resistências internas, sobretudo no campo agrícola europeu, e antecipa uma disputa dura no Parlamento Europeu e, possivelmente, nos tribunais do bloco.











