O Brasil voltou ao roteiro conhecido: o gasto cresce mais que a economia, o desequilíbrio persiste e os juros reais seguem altos para conter a inflação e financiar o Estado. A melhora recente do primário veio de arrecadação — não de controle de despesas. Com déficit nominal elevado e dívida em trajetória ascendente, o risco sobe e pressiona os juros longos. A leitura, à la Roberto Campos Neto (foto: Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados), é direta: sem ajuste fiscal consistente, não há queda estrutural de juros. A partir de 2027, o aperto tende a ser inevitável — com ou sem vontade política — em meio a um ambiente eleitoral volátil.











