Com a vitória de Donald Trump(foto/reprodução internet), o mercado global já imagina uma possível nova era de elevação de tarifas de importação nos Estados Unidos, algo não visto em tamanha escala desde os anos 1930. Um recente estudo do National Bureau of Economic Research chama atenção pelo impacto histórico desse tipo de medida. A pesquisa examina um período em que os EUA combinaram alta proteção comercial com uma rápida expansão industrial, quando as tarifas atingiram cerca de 35%, bem acima dos 20% sugeridos por Trump.
A análise destaca que tarifas elevadas podem limitar o crescimento da produtividade ao criar distorções econômicas. No entanto, em setores com baixo custo de entrada, essa proteção adicional incentivou a criação de novas empresas e empregos, contribuindo para o “resoring” — a realocação de produção para dentro do país. Apesar disso, a produtividade, essencial para o aumento sustentável dos padrões de vida, pode não acompanhar essa tendência.
Em resumo, enquanto a geração de novos empregos é um resultado positivo, muitos desses postos oferecem salários baixos, aquém das expectativas. Portanto, os impactos das tarifas agressivas propostas por Trump permanecem incertos e são observados com apreensão pelo mercado.