A Confederação Nacional do Transporte, entidade de classe liderada por Vander Costa (foto: CNT/Divulgação) acompanha com atenção o debate sobre a possível mudança da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A entidade diz que está aberta ao diálogo, mas reforça que qualquer alteração deve ser conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o país. O posicionamento da instituição é de que a redução da jornada sem considerar as especificidades do transporte pode gerar impactos relevantes para toda a sociedade.
O setor afirma que já enfrenta dificuldades significativas de reposição de mão de obra qualificada e que reduzir a jornada sem haver trabalhadores suficientes para suprir a demanda pode ampliar o déficit, elevar custos e comprometer a regularidade dos serviços prestados à população. “A CNT entende que o caminho mais adequado para tratar da jornada de trabalho é a negociação coletiva. Esse instrumento permite que trabalhadores e empregadores ajustem as condições de trabalho às necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo equilíbrio, segurança jurídica e respeito às particularidades de cada uma das atividades econômicas. É importante destacar ainda que nos setores onde a jornada 5×2 é factível, ela já é praticada”, informou a instituição.










