O setor público brasileiro registrou déficit primário de 12,816 bilhões de reais em julho, pior resultado para o mês na série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001, em meio à fraqueza na arrecadação com a economia no vermelho, mas melhor que o esperado. Em pesquisa da Agência Reuters, analistas previam que o rombo seria de 20 bilhões de reais no mês. O resultado em julho veio do déficit de 11,853 bilhões de reais do governo central (governo federal, Banco Central e INSS), enquanto estados e municípios registraram saldo negativo de 334 milhões de reais, e as empresas estatais, de 629 milhões de reais, informou o Banco Central nessa quarta-feira. Nos 12 meses até julho, o déficit do setor público foi a 2,54% do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2016, o governo definiu como meta déficit primário de 163,9 bilhões de reais para o setor público consolidado, equivalente a 2,6 por cento do PIB. Deverá ser o pior resultado das contas públicas da história e o terceiro negativo consecutivo. Na ausência de superávit, o endividamento público segue em trajetória de alta. No último mês, a dívida bruta avançou a 69,5% do PIB em julho, contra 68,5% em junho. Já a dívida líquida subiu a 42,4 cento do PIB, contra 42,0 por cento em junho. Analistas estimavam 42,7 por cento para o mês.