Entre janeiro e setembro de 2025, brasileiros movimentaram R$ 338 bilhões em criptomoedas, 16,6% acima do ano anterior, segundo a Receita. Não é mais brincadeira de nerd em garagem. Quase 68% desse fluxo passou por corretoras nacionais, contra pouco mais de 13% nas estrangeiras, sinal de que a infraestrutura doméstica virou a espinha dorsal do mercado. O motor dessa engrenagem são as stablecoins: a USDT sozinha respondeu por 65% do volume, operando como um dólar digital para proteção cambial, liquidez e remessas. O resultado é uma virada de chave: cripto deixou de ser aposta especulativa e virou ferramenta cotidiana de câmbio e transferência. E o Estado percebeu. Com a DeCripto e novas regras, a Receita apertou o cerco: quanto mais o cripto entra na rotina, mais o fisco entra no jogo. No Brasil, até o blockchain já tem CPF. (Foto: Dmitry Demidko/Unsplash)











