O protesto convocado pelo MBL na porta do Banco Master escancarou um desconforto que já não cabe nos autos. O alvo é o ministro Dias Toffoli (foto: Nelson Jr./STF), relator do caso no STF, convertido em protagonista de uma crise que mistura suspeição, decisões controversas e guerra aberta com a Polícia Federal. O grito de “Fora Toffoli”, raro na Faria Lima — território pouco afeito a protestos que não sejam de sindicatos —, sinalizou algo novo: a direita pró-mercado resolveu sair do ar-condicionado e ocupar a calçada. As revelações sobre transações nebulosas envolvendo um resort no Paraná, ligado a parentes do ministro e financiado por fundo associado ao banco investigado, tornaram insustentável a pose de normalidade institucional. Some-se a isso a pressão relatada por auditores do TCU, supostamente vinda do relator Jhonatan de Jesus, para moldar análises técnicas, e o quadro se agrava. Mesmo que Toffoli deixe a relatoria, a conta não some. A crise já ultrapassou o caso Master: virou debate sobre limites, transparência e o custo democrático de uma toga sem explicações convincentes.










