O recente aumento de 50 pontos-base na Selic, agora em 11,25%, se alinha com as previsões de mercado, mas sinaliza um cenário onde novos ajustes são esperados. Projeções indicam que esta taxa pode alcançar 11,75% até o final do ano, com a possibilidade de novos incrementos em 2025, uma vez que Gabriel Galípolo (foto/reprodução internet) assume a presidência do Banco Central. O banco adotou uma postura mais rigorosa, com um horizonte de atuação que se estende até o segundo trimestre de 2026.
O sucesso do atual ciclo de aperto monetário está intimamente ligado às ações fiscais do governo, como evidenciado pela sinalização do Copom sobre a necessidade de medidas estruturais para restaurar o equilíbrio fiscal, essenciais para moderar expectativas inflacionárias e prêmios de risco. Propostas de aumentos salariais significativos para servidores comissionados geraram preocupações sobre pressões adicionais no fiscal.
A resistência interna a cortes orçamentários, embora preocupante, pode indicar um compromisso mais sério com o ajuste fiscal. Em breve, Galípolo poderá enfrentar pressões intensas da ala mais radical do PT em sua missão de estabilização econômica. É uma fase crucial e cheia de desafios que se desenha à frente.