Em apenas seis meses à frente do Banco Central, Gabriel Galípolo (foto/reprodução internet) se prepara para escrever sua segunda carta pública justificando o descumprimento da meta inflacionária, mesmo com a taxa Selic a 15%. Durante audiência, nesta quarta-feira, na Câmara, Galípolo reafirmou que a meta de 3% não é sugestiva nem flexível e que qualquer sinal contrário minaria a credibilidade da moeda, corroendo o já combalido tecido social. Afirmou ainda que não haverá “vitória por ippon”, mas sim um longo caminho de medidas estruturais para normalizar os juros. Tudo isso enquanto reconhece a disfuncionalidade da política monetária sobre o crédito real e o fato de que, para os mais pobres, juros de 200% seguem tão inatingíveis quanto inalteráveis.