A meta do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, apresentada ontem, no almoço-debate LIDE, no Hotel Grand Hyatt, é a de atingir os gastos federais primários próximo dos 10% que eram praticados em 1991. No ano passado esses gastos atingiram 20% e a proposta é a de que passem a 15%, ainda superiores ao início da década de 90. Esses números são imprescindíveis para o crescimento econômico consistente, segundo Meirelles (foto). Para o ministro, o Estado deve proporcionar segurança para investidores e empresários, a fim de que aumentem a produção, gerem empregos e, consequentemente, riqueza para todos. No seu entendimento, o país está pronto para retomar o crescimento econômico graças às medidas como o estabelecimento do teto para gastos públicos e a taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alinhada com o mercado, os efeitos benéficos da Reforma Trabalhista e, principalmente, a aprovação da Reforma da Previdência, em discussão por deputados federais e senadores.
O Brasil recomeçou a crescer
O ministro Meirelles acredita que “o Brasil de fato recomeçou a crescer. Saímos da maior recessão da nossa história, com uma contração de 7% no PIB. Temos baixa taxa de inflação e os juros reais também estão baixos. O desemprego ainda é alto, mas foram criados mais de 1 milhão de empregos formais”. Presente no evento, o prefeito de São Paulo, João Doria, disse que Meirelles tem conduzido de forma brilhante a política econômica do país. Ele acredita que “vamos iniciar 2018 com perspectivas de crescimento contínuo e superar as dificuldades deste ano, quando a economia foi contaminada pelo cenário político, com a geração de novos empregos e revertendo as atuais taxas de desemprego. Espero que o mercado continue acreditando que a política conduzida pelo ministro é benéfica para todo o Brasil”.