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Inflação cede, juro trava e economia anda — sem correr

Paulo César de Oliveira
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Gabriel Galípolo (foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda ).


A inflação encerrou 2025 comportada e esta conquista se deve à diretoria do BACEN, comandada por Gabriel Galípolo (foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda ). O IPCA de dezembro subiu 0,33% e fechou o ano em 4,26%, abaixo do teto da meta. O INPC saiu melhor do que a encomenda fechando o ano em 3,90%. O alívio veio dos preços administrados, puxados pela energia elétrica, enquanto alimentos, combustíveis e serviços seguiram pressionando o índice. Diante desse quadro, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano em janeiro, optando pela cautela. A leitura do Comitê é clara: a desaceleração inflacionária ainda precisa ganhar corpo antes de qualquer movimento mais ousado. A expectativa, contudo, é de que a consolidação dessa tendência abra espaço para cortes a partir de março. A atividade econômica resiste, mas perde fôlego. O IBC-Br do terceiro trimestre cresceu 0,2%, refletindo o impacto do juro alto sobre a demanda. Ainda assim, o mercado de trabalho segue firme, sustentando renda e consumo — o último motor ligado da economia.

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