O Banco Central, sob o comando de Gabriel Galípolo (foto Agência Senado), elevou a projeção de inflação, indicando um fim de ano mais pressionado do que o previsto. A revisão reflete, sobretudo, o impacto do petróleo no cenário internacional e a persistência de núcleos inflacionários mais resistentes. Com isso, o espaço para cortes adicionais na Selic fica mais estreito. O IPCA-15 recente já mostra essa tendência, com alta acumulada relevante em 12 meses. A autoridade monetária sinaliza cautela: o ciclo de flexibilização perde fôlego diante de incertezas externas e da dificuldade de ancorar expectativas. Em resumo, o custo de vida insiste — e a política monetária terá de pisar no freio antes do esperado.











