O avanço dos pedidos de recuperação judicial no Brasil revela um diagnóstico incômodo: quando o juro permanece alto por tempo prolongado, ele expõe rapidamente empresas que já operam no limite. A Selic elevada encarece o serviço da dívida, consome o caixa e transforma qualquer oscilação econômica em risco existencial. O aumento das recuperações judiciais, portanto, não reflete apenas um ciclo econômico adverso. O economista Alexandre Schwartsman (foto reprodução/YouTube) acredita que dois fatores formam uma combinação corrosiva: juros altos e governança deficiente. Quando ambos se encontram, o caixa seca, a dívida cresce e a recuperação judicial deixa de ser exceção para se tornar rota de sobrevivência.










