A decisão do Banco Central do Brasil de liquidar o Master detonou uma reação em cadeia que surpreendeu até veteranos do debate econômico. Para o economista Marcos Lisboa, a resposta de órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) foi “descontrolada” e fora de lugar. Segundo ele, o Brasil já atravessou crises bancárias privadas nas últimas três décadas sem esse tipo de interferência institucional. Questões de mérito, sustenta, não cabem ao Judiciário, ao TCU nem ao Supremo Tribunal Federal. O ruído ganhou tração nas redes, com um ataque coordenado ao BC e à Febraban, curiosamente impulsionado por perfis de entretenimento e celebridades — um roteiro improvável para um tema técnico. No plano político, o senador Alessandro Vieira acionou a Procuradoria-Geral da República para investigar o ministro do TCU, Jhonatan de Jesus (foto: assessoria TCU), por suspeita de abuso de autoridade e pediu a suspensão imediata das decisões do tribunal. Economia virou palco; técnica, figurante.











