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Lucro no agregado, fragilidade no detalhe

Paulo César de Oliveira
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O boletim das estatais entrega um retrato clássico do modelo PT: o número cheio sorri, o miúdo range. O lucro agregado sobe 22,5% até o 3º tri de 2025, mas metade das empresas piora. Não é contradição; é repeteco. O saldo positivo tem nome e sobrenome: Petrobras. Sozinha, ela puxa o resultado como locomotiva em linha abandonada. Sem a petroleira, o discurso desidrata. Os Correios afundam — prejuízo quase triplicado, dívida garantida pelo Tesouro. O Banco do Brasil, comandado por Tarciana Medeiros (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil ), segue no azul, mas com lucro cortado pela metade, espremido por decisões de crédito que obedecem mais à política que ao risco. O governo comemora investimento maior, subvenção crescente e boletim retomado — transparência tardia, mas bem-vinda. Só que o essencial permanece: lucro concentrado, perdas socializadas, dividendos em queda. Quando dá certo, é prova de virtude; quando dá errado, entra no Orçamento. Estatal, nesse arranjo, não precisa ser eficiente. Precisa servir ao projeto. O caixa que se vire.

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