O Morgan Stanley rebaixou sua recomendação para ações brasileiras, destacando os riscos fiscais que o país enfrenta e alertando que “ainda pode piorar antes de melhorar”. Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco indicou que o pior cenário seria um pouso forçado para os lucros empresariais e a entrada em “dominância fiscal” — quando o desequilíbrio fiscal torna a política monetária ineficaz contra a inflação. O banco avalia que o atual rumo das políticas públicas eleva as chances desse cenário adverso, justificando a mudança de recomendação para “underweight”.
Por outro lado, um cenário mais otimista dependeria de um “pouso suave”, com maior foco em investimentos e exportações, em vez de gastos e consumo. Para isso, seria essencial reduzir juros e mitigar riscos fiscais. Embora enxergue potencial no mercado brasileiro, que movimenta US$ 1,8 trilhão em ativos, o banco considera prematuro apostar no cenário otimista e ressalta a necessidade de mudanças no modelo econômico antes de uma recuperação consistente. (foto/reprodução internet)