Luís Stuhlberger (foto: Reprodução/ Inteligência Financeira), um dos gestores mais experientes do país, acredita que o real está longe demais de onde deveria estar. Pelas contas dele, o valor justo do dólar hoje seria algo próximo de R$ 4,40. A diferença passa de 25%. A distorção tem endereço claro: descontrole fiscal e expansão contínua do gasto público. Quando o Estado perde o freio, o câmbio paga a conta. A experiência mostra o outro lado da moeda. Em momentos de ajuste e credibilidade, o real não só se aproxima do valor justo como costuma exagerar na apreciação. Foi assim quando se impôs um limite ao gasto público e quando se construiu a expectativa — correta ou não — de responsabilidade fiscal. O mercado reage menos ao discurso e mais à perspectiva de disciplina. O curioso é a regularidade do exagero. O câmbio não oscila em torno do valor justo: ele despenca ou dispara. Já esteve excessivamente valorizado. Hoje está excessivamente depreciado.










