A taxa de desemprego cresceu pelo terceiro mês consecutivo na região metropolitana de São Paulo, segundo pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em abril, o percentual de desempregados atingiu 12,4%, aumento de um ponto percentual em relação a março. O contingente de desempregados foi estimado, em abril, em 1,3 milhão de pessoas, equivalente a 121 mil a mais do que no mês anterior. De acordo com o economista Alexandre Loloian (foto), coordenador da análise, o aumento do desemprego em abril foi inesperado. “Em toda a série histórica, quase não se vê um salto como esse [de março para abril]”, disse. O economista explica que a principal razão para a elevação do desemprego no mês passado foi o aumento da População Economicamente Ativa (PEA), “mais gente foi para o mercado de trabalho”, esclarece. Segundo ele, desde janeiro a quantidade de pessoas que busca emprego vem crescendo e, apenas em abril, houve inserção de 96 mil pessoas. “Eles pressionam o mercado de trabalho e não encontram ocupação, que também teve pequena redução”, explicou. O nível de ocupação teve queda de 0,3%, com um contingente de ocupados equivalente a 9,6 milhões. O resultado vem principalmente da redução na indústria de transformação, que eliminou 52 mil postos de trabalho. O setor de serviços, importante na região metropolitana de São Paulo, pois emprega 57% das pessoas, eliminou 24 mil postos. “A redução é devido, principalmente, ao serviço às pessoas como hotelaria, restaurantes, lazer. Isso pode ser resultado da compressão do rendimento médio, pois as pessoas estão viajando menos, comendo menos fora”, disse Loloian.