Nilton José Schneider David (foto: divulgação/Egberto Nogueira), diretor de Política Monetária do Bacen, acredita que o dólar deixou de ser um mero instrumento tático para virar peça estrutural nas carteiras dos brasileiros. Antes usado para capturar picos cambiais, agora cumpre um papel mais sofisticado: diversificação e proteção de longo prazo. Mesmo com a moeda mais fraca e a Selic ainda elevada, a exposição internacional ganhou outro sentido, impulsionada por mudanças profundas no cenário global, da reorganização geopolítica ao avanço acelerado da inteligência artificial. Em 2026, investir fora não é sobre câmbio, mas sobre produtividade, acesso a ativos de maior qualidade e posicionamento em setores estratégicos como tecnologia, saúde e infraestrutura. Esperar a queda dos juros domésticos para agir pode sair caro: janelas de oportunidade não avisam quando fecham. As carteiras mais eficientes tendem a ser equilibradas, combinando proteção e crescimento, em vez de apostas extremas ou foco exclusivo no retorno imediato.











