Vem de Luciano Sobral(foto/reprodução internet), economista-chefe da Neo Investimentos, o alerta: as recentes eleições americanas evidenciaram o peso do custo de vida no comportamento eleitoral. Durante o governo Biden, os preços ao consumidor subiram cerca de 20%, enquanto os salários cresceram 18% e a renda disponível per capita apenas 12%. Isso resultou na perda de poder de compra para a maioria dos americanos, um fator que pode ter contribuído para a migração de eleitores para a oposição.
Medidas como o American Rescue Plan Act (ARPA), aprovado em 2021, intensificaram o descompasso entre oferta e demanda, agravando a inflação. Embora tenha estimulado o consumo no curto prazo, a alta dos preços e o déficit registrado no início do mandato enfraqueceram a percepção da política econômica democrata. O cenário americano serve de alerta para o governo Lula, que adota uma política de gastos acelerados desde o início do mandato. A gestão da inflação e o equilíbrio fiscal podem determinar o futuro político e econômico do Brasil, à medida que os custos de decisões populistas emergem no médio prazo.