O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, confirmou ontem (8), que está sendo feita uma discussão interna e com setores do Congresso, para definir as formas mais adequadas para viabilizar "uma ponte fiscal sustentável". Levy (foto) disse que, em relação "à maioria dos países da OCDE, o Brasil tem menos Imposto de Renda sobre a pessoa física. É uma coisa a se pensar". A elevação de alíquotas do IR no Brasil, segundo Levy "pode ser um caminho". "Esta é a discussão que a gente está tendo agora, e que eu acho que tem que amadurecer mais rapidamente no Congresso”.
Temer defende é o aumento da Cide
Todas as receitas e fórmulas buscadas pelo governo para aumentar a sua receita só têm um caminho: o bolso do contribuinte. Até o vice-presidente Michel Temer, que se colocou radicalmente contra o retorno da CPMF, tem a sua solução mágica. E surpresa: vai atingir em cheio a carteira do consumidor. Michel Temer está propondo o aumento da Cide, o imposto sobre a venda de combustíveis, para gerar uma receita adicional de R$ 14 bilhões. Desse total R$ 11 bilhões ficariam com a União e R$ 3 bilhões para estados e municípios. A ideia foi do ex-ministro Delfin Neto e foi defendida por Temer ontem (8), no jantar com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, governadores e parlamentares do PMDB. Apesar do esforço do vice-presidente em tentar ajudar a presidente Dilma a recompor as contas do governo federal, um grupo no partido defende o afastamento do PMDB dessa discussão. Eduardo Cunha, já declarou que o governo não pode empurrar para o Congresso Nacional uma responsabilidade que é do governo.